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Divulgação

21 DE FEVEREIRO  ?Coluna Blajberg

 

 

Israel Blajberg (*)

 
O QUE ACONTECE DE IMPORTANTE EM FEVEREIRO? CARNAVAL???

Provavelmente poucos lembrariam do 21 de fevereiro de 1945. ... manhã cinzenta quando após três tentativas os pracinhas brasileiros acostumados com o sol dos trópicos finalmente conseguiram em meio a tempestades de neve tomar o Monte Castelo.

Embora as novas gerações mal o conheçam, um dos momentos marcantes da História do Brasil recente foi este episodio heróico da FEB na II Guerra Mundial. Tomando de assalto esta posição fortificada dos nazistas, contribuiu significativamente para a Vitória Aliada na Itália.

O clima de vitória e nacionalismo daquele distante 1945 despertou motivação e confiança nas potencialidades do brasileiro. É uma pena que esteja “fora de moda” neste 60º. Aniversario.

Foi uma vitória da cidadania brasileira, a resposta ao mito da raça superior, dada firmemente pelos nossos, de todas as origens e procedências, que ajudaram a derrotar o nazismo na Europa conflagrada. As teorias racistas dos nazistas ruíam diante das fileiras de prisioneiros louros arianos escoltados pelos nossos mulatos, pardos, bugres, índios e ibéricos ...

Mas por que lembrar tudo isso? Afinal os alemães já não são mais inimigos, até houve tempo em que quase todos os carros nas ruas brasileiras eram VW, o carro que deveria estar nas garagens de cada família alemã... Concebido pela mesma tecnologia que criou o gás Zyklon B.

As razões para sempre recordar e recordar são básicas. Não se pode esquecer a história. Por que, já dizia Balzac, a História é como um bobo, se repete, se repete, se repete.

Agora mesmo nega-se que os nazistas cometeram tantas atrocidades. Dizem que nada houve, que são invencionices. Para essa gente, não interessa igualmente relembrar a Forca Expedicionária Brasileira. Os novos nazistas não somente negam o Holocausto, como discriminam negros e nordestinos...

Por isso mesmo, todos nós brasileiros, sejamos civis ou militares, temos o dever de não deixar as datas marcantes da Pátria caírem no esquecimento. Por que Monte Castelo não foi apenas uma vitória militar.

A cada 21 de fevereiro, mais uma vez os últimos pracinhas se perfilam diante do singelo Monumento ao Mortos da II Guerra Mundial, no Aterro do Flamengo.

Aos poucos vão chegando, alguns vagarosamente, curvados pelo peso dos anos, com suas boinas e braçadeiras, cabelos brancos, vem prestar a homenagem aos companheiros que não voltaram. Com orgulho, levantarão ao vento os antigos estandartes.

As pessoas passando nos ônibus, apressadas para o trabalho, certamente não entendem de imediato o porque daquele ato solene. Nos últimos anos, o povo já não mais comparece em massa. Excetuam-se certamente militares, pracinhas, alguns familiares e a tropa formada, numero este que aumenta se a solenidade ocorre num domingo. E pensar que um dia a cidade parou para receber os nossos expedicionários na Avenida Rio Branco...

Temos que admitir que a maioria de nos, brasileiros esquecemos muito facilmente a nossa rica historia. Já pouquíssimos mal se lembram nem de homenagear Tancredo Neves na sua data de falecimento, 21 de abril, ha menos de 20 anos, quanto mais a tomada de Monte Castelo, já lá se vão 60 anos.

Definitivamente não cultivamos hábitos anglo-saxões de desfraldar bandeiras e comemorar vitórias nas datas nacionais. Muito menos fazer seguro. Da ate azar...

Mas ainda que Fevereiro seja o mês do carnaval, é preciso não esquecer.

"...os aviões chegaram sobre o U-199 ao largo da costa fluminense com 10 min de diferença. As 0850 o Hudson acertou 2 bombas e metralhou os canhões antiaéreos do submarino. As 0900 o Catalina efetuou 2 ataques, lançando 2 bombas de cada vez. Entre o primeiro e o segundo sobre vôo a tripulação abandonou a embarcação. As 0902 o submarino levantou a proa e afundou rapidamente. Ao avistar sobreviventes nadando, o Catalina lançou botes de borracha... o dia 31 de julho de 1943 entraria para a historia da FAB ..." (História da FAB, Brig. Lavanere-Wanderley)


O brasileiro e' um povo lúdico, alegre, musical, suporta estoicamente situações precárias. A nossa gente às vezes sofre mais por um time ou escola de samba do que pelas adversidades do dia-a-dia. Talvez seja o único pais do mundo onde se morra não em guerras, mas durante um jogo da seleção...

O próprio Pero Vaz de Caminha logo notou as características peculiares dos que aqui habitavam, quando na famosa carta revelou a El Rei D. Manuel:
“... As gentes daqui são rijas e bem feitas de corpo,... Acercam-se de nos curiosos... Parecem gostar mais de nos do que nos deles... “

De repente, 2 caças F-5 da FAB cortarão os céus a baixa altura, dando um último adeus aos que não voltaram. Na fuselagem pintada de verde escuro ostentam o símbolo do Esquadrão Senta a Pua, que combateu nos céus da Itália.

As pessoas se assustam com o estampido sônico. Apenas alguns, mais rápidos, ainda conseguirão divisar ao longe os jatos ligeiros retornando de volta para a Base Aérea de Santa Cruz.

A cerimônia termina. Os pracinhas voltam para casa, conformados, quase esquecidos. Mas não desanimarão. No ano que vem, estarão de novo lá no mesmo monumento. Enquanto viverem, prestarão sempre a sua homenagem.

No Yad Shirion (Memorial do Corpo Blindado), em Latrun / Israel, como em tantos outros paises, há uma grande fileira de mastros, onde entre as bandeiras de todas as nações que combateram o nazismo, tremula o nosso pavilhão verde-e-amarelo.

Quem divisar aquela bandeira, saberá que as nossas tropas lutaram na Itália, das quais quase 500 soldados não voltaram, sem contar centenas desaparecidos para sempre no mar quando do torpedeamento de nossos navios mercantes pelos submarinos alemães.

A memória dos feitos da FEB na Itália é uma das glórias da Cidadania Brasileira. Deveria ter grande destaque no estudo da Historia do Brasil nas escolas, ou numa disciplina como foi a Educação Moral e Cívica, ou Estudos de Problemas Brasileiros, que deveriam retornar para os currículos de todos os graus.

Construir um Brasil grande é reverenciar nossa História de lutas, é dever de todos os brasileiros lembrar o dia 21 de fevereiro, e não apenas daqueles que voltaram.

Aos 21 de fevereiro de 2005, quando se comemoram os 60 anos de Monte Castelo, também a Comunidade Judaica se lembra dos seus correligionários ex-combatentes, quase todos já não mais aqui. Citar os seus nomes, será a mais singela homenagem que poderá a eles ser prestada.

Nas suas figuras, homenagearemos a toda a Força Expedicionária Brasileira, Marinha do Brasil, Marinha Mercante, Força Aérea Brasileira e os que guarneceram o nosso litoral, em cerimônia programada para o dia 1º. De Maio no Grande Templo Israelita do Rio de Janeiro, onde serão homenageados os nossos Heróis Brasileiros Judeus da II Guerra Mundial.

(*)iblaj@telecom.uff.br

Heróis Brasileiros Judeus da II Guerra Mundial.

FEB

Oficiais

Infantaria
1 Ten Alberto Chahon, Z”L - I RI – Regimento Sampaio
1Ten Moisés Chahon, Z”L
2 Ten R/2 Salomão Malina, Z”L
2 Ten R/2 Marcos Cherques, Z”L – CRP/FEB–DP
2 Ten R/2 Pedro Kuloc, Z”L

Artilharia
Cap Samuel Kicis, Z”L - I/I RAPC – 2/4 - II / 4 GO 105 – Grupo Escola
Cap Salomão Nauslausky, Z”L – I/I ROAuR
2 Ten Salli Szajnferber
2 Ten R/2 Marcos Galper – II/I ROAuR

Serviço de Saúde
Asp Of R/2 Méd Dr. Samuel Shoichet, Z”L – I Btl Saúde
Ten R/2 Dent Dr. Israel Rozental – CRP/FEB - DP

Sargentos

Infantaria
3 Sgt Jacob Perelman, Z”L – DP/FEB

Artilharia
3 Sgt Boris Schnaiderman – II/I ROAuR

Engenharia
3 Sgt Henrique Chaladowsky, Z”L – 9 Btl Eng

Cabos e Soldados

Infantaria
Cb Saul Antelman, Z”L – QG/Gen Falconieri
Cb Samuel Safker, Z”L – QG/I DIE
Sd Jacob Gorender - I RI – Regimento Sampaio
Sd Elias Nirenberg - CRP-FEB – Tropa QG

Artilharia
Cabo David Lavinski
Cabo Carlos Scliar, Z”L – I/I ROAuR

Marinha do Brasil
CT Méd Dr. Edidio Guertzenstein, Z”L

Marinha Mercante - Lloyd Brasileiro
Comte Jacob David Niskier, Z”L
Comte Jacob Benemond, Z”L
Comte Rodin, Z”L


Ten Waldemar Rozental, Z”L
2 Ten R/1 Jacob Chafier Sobelman, Z”L
Maj Inf Heitor Sennes Pinto, Z”L
Moises Gits
Israel Hollmann

Obs.:

1) Lista provisória e parcial, podendo haver omissões ou incorreções involuntárias.

2) Qualquer correção ou informações adicionais podem ser prestadas via

e-mail -> israel@esg.br

fax -> 021-2172-7843

tels -> 021-2172-7843, 8114-2817

Realidade Plena - ano I - numero II
 
24 de Adar I de 5765 - 05 de Março de 2005

Centenário da morte de Theodor Herzl

 

(Tradução livre de Beth Hatefutsoth )

 

Theodor (Binyamin Zeev) Herzl (1860 – 1904) - Jornalista e fundador do Sionismo Político e da Organização Sionista Mundial.

 

Herzl nasceu dia 2 de maio de 1860 em Budapeste, Hungria, no Império Austro-húngaro (agora, Hungria), em uma família judaica de classe média. Herzl freqüentou uma escola de orientação científica em língua alemã, mas por causa do anti-semitismo local, transferiu-se, em 1875, para outra escola, freqüentada principalmente por judeus. A família mudou-se para Viena, Áustria, então a capital do Império, onde Herzl cursou a Universidade, obtendo doutorado em Direito, em 1884. Trabalhou curtos períodos, em Viena e Salzburg, mas abandonou a carreira de advogado e dedicou-se a escrever, especialmente peças de teatro; algumas delas com relativo sucesso.

 

Inscrição em húngaro e em hebraico indicando o local de nascimento de Theodor Herzl

Foto: Andre Adler, França, 1979

Beth Hatefutsoth – Visual Documentation Center

 

Em 1889, Herzl casou-se com Julie Naschauer, filha de um bem sucedido empresário judeu de Viena, com que teve 3 filhos.

 

Tendo sido indicado correspondente em Paris do Neue Freie Presse, um jornal liberal de Viena, Herzl lá chegou com sua esposa na primavera de 1891, apenas para descobrir que a França estava dominada pelo mesmo anti-semitismo que encontrava na Áustria. Em Paris, Herzl interessou-se pela política. O caso Dreyfus convenceu-o de que existia apenas uma solução para a questão judaica: emigração em massa de judeus da Europa e seu estabelecimento em uma pátria judaica, preferencialmente na Terra de Israel.

 

Theodor Herzl com delegados do Dagestão –  Matityahu Bogatirov (esquerda) e Shlomo Mordechayev (direita) no 6º Congresso Sionista, 1903

Beth Hatefutsoth – Visual Documentation Center

Cortesia de Nissim Elishayev, Israel

 

Seus pensamentos e idéias cristalizaram-se num ensaio que, inicialmente, pretendia enviar aos Rothschilds, mas que foi publicado em 1896 com o título de Der Judenstaat ("O Estado Judeu"), um livro que mudou o curso da história judaica. As idéias de Herzl foram calorosamente recebidas, especialmente nos países do Leste europeu, onde grandes contingentes de judeus perseguidos estavam ansiosos por encontrar um modo de viabilizar a solução. O movimento Hovevei Zion ("Amantes de Sion") convidou Herzl a assumir sua liderança. Em 1897, o Primeiro Congresso Sionista reuniu-se em Basel, Suíça, criando o movimento sionista. Herzl foi escolhido presidente vitalício da Organização Sionista Mundial. Também fundou o Die Welt, um semanário sionista. Altneuland ("Velha Nova Pátria"), o segundo livro de Herzl, uma novela visionária que descrevia a vida no futuro estado judaico a ser criado na Terra de Israel, foi publicado em 1902.

 

Cartão postal com a figura de Theodor Herzl no 11º  Congresso Sionista,Viena, 1913

Beth Hatefutsoth – Visual Documentation Center

 

Nos anos seguintes, Herzl viajou incansavelmente por toda a Europa e Oriente Médio e conduziu uma longa série de reuniões políticas com proeminentes lideranças européias na tentativa de traze-los para a causa sionista. Procurou o apoio do imperador alemão, do rei da Itália e do Papa, tentou convencer o Sultão da Turquia a permitir uma autonomia judaica na terra de Israel e encontrou-se com o ministro da Rússia com a proposta de convencê-lo a parar com a violência contra os judeus daquele país. A mais simpática oferta de apoio veio da Grã-Bretanha. Entretanto, o Quarto Congresso Sionista, de 1903, rejeitou a proposta britânica sobre a criação de uma pátria judaica no leste da África, que Herzl tendeu a aceitar como um refúgio provisório para a população judaica da Europa Oriental. Um ano depois, seus problemas de coração se agravaram e pouco depois, faleceu vítima de pneumonia em um hospital de Edlach, Áustria, dia 3 de Julho de 1904 (20 de Tamuz). Herzl foi enterrado em Viena e seu funeral foi presenciado por milhares de desolados judeus de toda a Europa. Em Agosto de 1949, atendendo a seu desejo, o recentemente estabelecido Estado de Israel trouxe seus restos mortais para Jerusalém, no Monte Herzl, que recebeu este nome em sua honra. O dia 20 de Tamuz foi declarado, em Israel, o Dia Nacional da Memória.

 

HFG

 

Bibliografia:

 

HERZL, Theodor. Complete diaries. Edited by Raphael Patai. Translated by Harry Zohn. 5 v. (vi, 1961 p.) illus. New York: Herzl Press [1960]

 

HERZL, Theodor. The Jewish state. (translated from German). Pp. 160. New York: Dover Publications, 1988.

 

HERZL, Theodor. Old new land ("Altneuland") (translated from German by Lotte Levensohn; with a new introduction by Jacques Kornberg.) Princeton, NJ: M. Wiener, 1997.

 

ELON, Amos. Herzl. iv, 448 p., [24] p. of plates: illus. New York: Schocken Books, 1986, c1975.

 

ELON, Amos. Hertsel (Hebrew translation by Ivri, G. Aryokh and Amos Elon). 471 p., [8] p. of plates: illus.,

Tel Aviv: Am , 1977 

 

 

Fonte : http://www.fierj.org.br/noticia43.htm

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Ardath © 2005.

 

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