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Realidade Plena - Ano I - numero II

24 de Adar I de 5765 - 05 de março de 2005.

Parte II

O Período do Segundo Templo

- Os Períodos Persa e Helenístico (538-142 A.C.)
- A Dinastia dos Hasmoneus (142-63 A.C.)
- O Domínio Romano (63 A.C. - 313 D.C.)
. Massada
. A Halachá

O Período do Segundo Templo

Os Períodos Persa e Helenístico
(538-142 A.C.)

Em conseqüência de um decreto do Rei Ciro, da Pérsia, que conquistou o império babilônico, cerca de 50.000 judeus empreenderam o Primeiro Retorno à Terra de Israel, sob a liderança de Zerobabel, da dinastia de David. Menos de um século mais tarde, o Segundo Retorno foi liderado por Esdras, o Escriba. Durante os quatro séculos seguintes, os judeus viveram sob diferentes graus de autonomia sob o domínio persa (538-333 A.C.) e helenístico - ptolemaico e selêucida (332-142 A.C.).
A repatriação dos judeus, sob a inspirada liderança de Esdras, a construção do Segundo Templo no sítio onde se erguera o Primeiro, a fortificação das muralhas de Jerusalém e o estabelecimento da Knesset Haguedolá (a Grande Assembléia), o supremo órgão religioso e judicial do povo judeu, marcaram o início do segundo estado judeu (período do Segundo Templo). Dentro do âmbito do Império Persa, a Judéia era uma nação cujo centro era Jerusalém, sendo a liderança confiada ao Sumo Sacerdote e ao conselho dos Anciãos.
Como parte do mundo antigo conquistado por Alexandre Magno da Grécia (332 A.C.), a Terra de Israel continuava a ser uma teocracia judaica, sob o domínio dos selêucidas, estabelecidos na Síria. Quando os judeus foram proibidos de praticar o judaísmo e seu Templo foi profanado, como parte das tentativas gregas de impor a cultura e os costumes helenísticos a toda a população, desencadeou-se uma revolta (166 A.C.) liderada por Matatias, da dinastia sacerdotal dos Hasmoneus, e mais tarde por seu filho, Judá, o Macabeu. Os judeus entraram em Jerusalém e purificaram o Templo (164 A.C.), eventos comemorados até hoje anualmente, na festa de Chanuká.

A Dinastia dos Hasmoneus
(142-63 A.C.)

Após novas vitórias dos Hasmoneus (142 A.C.), os selêucidas restauraram a autonomia da Judéia (como era então chamada a Terra de Israel) e, com o colapso do reino selêucida (129 A.C.), a independência judaica foi reconquistada. Sob a dinastia dos Hasmoneus, que durou cerca de 80 anos, as fronteiras do reino eram muito semelhantes às do tempo do Rei Salomão; o regime atingiu consolidação política e a vida judaica floresceu.

O Domínio Romano
(63 A.C. - 313 D.C.)

Quando os romanos substituiram os selêucidas no papel de grande potência regional, eles concederam ao rei Hasmoneu Hircano II autoridade limitada, sob o controle do governador romano sediado em Damasco. Os judeus eram hostis ao novo regime, e os anos seguintes testemunharam muitas insurreições. Uma última tentativa de reconquistar a antiga glória da dinastia dos Hasmoneus foi feita por Matatias Antígono, cuja derrota e morte trouxe fim ao governo dos Hasmoneus (40 A.C.); o país tornou-se, então, uma província do Império Romano.
Em 37 A.C., Herodes, genro de Hircano II, foi nomeado Rei da Judéia pelos romanos. Foi-lhe concedida autonomia quase ilimitada nos assuntos internos do país, e ele se tornou um dos mais poderosos monarcas da região oriental do Império Romano. Grande admirador da cultura greco-romana, Herodes lançou-se a um audacioso programa de construções, que incluía as cidades de Cesaréia e Sebástia e as fortalezas em Heródio e Massada. Ele também reformou o Templo, transformando-o num dos mais magníficos edifícios da época. Mas apesar de suas múltiplas realizações, Herodes não conseguiu fazer jus à confiança e ao apoio de seus súditos judeus.
Dez anos após a morte de Herodes (4 A.C.), a Judéia caiu sob a administração romana direta. À proporção que aumentava a opressão romana à vida judaica, crescia a insatisfação, que se manifestava por violência esporádica, até que rompeu uma revolta total em 66 D.C.
As forças romanas, lideradas por Tito, superiores em número e armamento, arrasaram finalmente Jerusalém (70 D.C.) e posteriormente derrotaram o último baluarte judeu em Massada (73 D.C.).

No ano de 135 D.C., a cidade de Betar, próxima a Jerusalém, que se encontrava sob o comando de Bar Kochba, foi arrasada pelas tropas do imperador romano Adriano. Os romanos mataram milhares de judeus – homens, mulheres e crianças – que lutavam contra as determinações do imperador proibindo-os de seguir os preceitos básicos do judaísmo.

A série de eventos que levou à revolta liderada por Bar Kochba e à queda de Betar começou no ano de 117 da era comum, quando o então governador da Síria, Adriano, tornou-se soberano do Império Romano. Quando assumiu o trono, prometeu aos judeus liberdade e tolerância religiosa. Mais do que isso, garantiu que lhes daria permissão para reconstruir Jerusalém e restaurar os serviços religiosos no Templo. Mas, em pouco tempo, Adriano provou que suas promessas haviam sido apenas palavras vazias, mudando de maneira dramática sua política em relação aos judeus.

O imperador realmente determinou a reconstrução de Jerusalém, mas esta não seria mais uma cidade judaica; e o templo que seria construído seria dedicado à adoração de Júpiter. Este fato foi narrado pelo historiador Dio Cassius, que viveu cerca de um século após a revolta de Bar Kochba. Cassius assim escreveu: “Em Jerusalém, Adriano fundou uma cidade sobre a que havia sido arrasada, chamando-a Aelia Capitolina – Aelia em homenagem ao seu próprio nome, Publius Aelius Hadrianus, e Capitolina em honra a Júpiter, cujo templo em Roma fora erguido sobre o Monte Capitolene. No local do Templo em Aelia Capitolina, mandou erguer um santuário para Júpiter. Este fato levou à guerra, pois os judeus não toleraram que estrangeiros se instalassem em sua cidade e ali construíssem seus templos”.



A Halachá

A Halachá é o corpo de leis que tem guiado a vida judaica em todo o mundo desde os tempos pós-bíblicos. Ela trata das obrigações religiosas dos judeus, tanto em suas relações interpessoais quanto em suas observâncias rituais, abrangendo praticamente todos os aspectos do comportamento humano - nascimento e casamento, alegria e tristeza, agricultura e comércio, ética e teologia.
Enraizada na Bíblia, a autoridade da Halachá é baseada no Talmud, o corpo de leis e saber judaicos (completado em 400 D.C.), que compreende a Mishná, primeira compilação escrita da Lei Oral (codificada em 210 D.C.) e a Guemará, uma elaboração da Mishná. A fim de oferecer orientação na observância da Halachá, compilações concisas e sistematicamente ordenadas foram redigidas por eruditos religiosos, a partir dos séculos I e II. Uma das mais autorizadas destas codificações é o Shulchan Aruch, escrito por Joseph Caro em Safed (Sfat) no século XVI

 

Fonte : www.israel3.com

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