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Realidade Plena - Ano I - numero II

24 de adar I de 5765 - 05 de março de 2005.

Parte I

Tempos bíblicos

- Os patriarcas
- O Êxodo e o Assentamento
- A Monarquia
- Os Profetas
- A Monarquia Dividida

HISTÓRIA (Parte I)


Tempos bíblicos

Os patriarcas

A história judaica começou há mais ou menos 4.000 anos (no séc. XVII A.C.) - com o patriarca Abraão, seu filho Isaac e seu neto Jacob. Documentos encontrados na Mesopotâmia, que datam de 2.000-1.500 A.C., confirmam aspectos de sua vida nômade, tal como a Bíblia descreve. O Livro do Gênese relata como Abraão foi conclamado a abandonar a Caldéia, e ir para Canaã, para iniciar a formação do povo com a fé no Deus Único. Quando Canaã foi assolada pela fome, Jacob (Israel), seus doze filhos e suas famílias estabeleceram-se no Egito, onde seus descendentes foram reduzidos à escravidão e sujeitos a trabalhos forçados.

O Êxodo e o Assentamento

Após 400 anos de servidão, os israelitas foram conduzidos à liberdade por Moisés que, segundo a narrativa bíblica, foi escolhido por Deus para tirar seu povo do Egito e retornar à Terra de Israel, prometida a seus antepassados (séc. XIII-XII A.C.). Durante 40 anos eles vagaram no deserto do Sinai, tornando-se uma nação; lá receberam a Torá (o Pentateuco), que inclui os Dez Mandamentos e deram forma e conteúdo à sua fé monoteísta. O êxodo do Egito (em 1300 A.C.) deixou uma marca indelével na memória nacional do povo judeu, e tornou-se um símbolo universal de liberdade e independência. Até hoje, como tradição, os judeus celebram todos os anos as festas de Pessach (a Páscoa judaica), Shavuot (Pentecostes) e Sucot (Festa dos Tabernáculos), relembrando os eventos ocorridos naquela época.
Durante os dois séculos que se seguiram, os israelitas conquistaram a maior parte da Terra de Israel e renunciaram à sua vida nômade, tornando-se agricultores e artesãos; seguiu-se uma fase de consolidação social e econômica. Períodos de relativa paz se alternavam com tempos de guerra, durante os quais o povo se unia em torno de líderes conhecidos como “Juízes”, escolhidos por suas habilidades políticas e militares, e por suas qualidades de liderança. A fraqueza inerente à essa organização tribal, face à ameaça constituída pelos filisteus (povo navegante da Ásia Menor que havia se estabelecido na costa mediterrânea do país) gerou a necessidade de um chefe que unisse as tribos e mantivesse a liderança de modo permanente, com sucessão hereditária.

A Monarquia

O reinado do primeiro rei, Saul (em1020 A.C.) permitiu a transição entre esta organização tribal já frouxa e o pleno estabelecimento da monarquia, sob David, seu sucessor.
O Rei David (1004-965 A.C.) fez de Israel uma das potências da região através de bem sucedidas expedições militares, entre as quais a derrota final dos filisteus, assim como por alianças políticas com os reinos vizinhos. Conseqüentemente, sua autoridade foi reconhecida desde as fronteiras com o Egito e o Mar Vermelho até as margens do Eufrates. Internamente, ele unificou as doze tribos israelitas num só reino e estabeleceu sua capital, Jerusalém, e a monarquia, no centro da vida nacional. A tradição bíblica descreve David como poeta e músico, e os versos do Livro dos Salmos lhe são atribuídos.
David foi sucedido por seu filho Salomão (965-930 A.C.), que consolidou mais ainda o reino. Através de tratados com os reis vizinhos, reforçados por casamentos políticos, Salomão garantiu a paz para seu reino, tornando-o uma das grandes potências da época. Ele expandiu o comércio exterior e promoveu a prosperidade doméstica, desenvolvendo grandes empreendimentos, tais como mineração do cobre e fundição de metais; construiu novas cidades e fortificou as que tinham importância estratégica e econômica. O auge de sua realização foi a construção do Templo de Jerusalém, que se tornou o centro da vida nacional e religiosa do povo judeu. A Bíblia atribui a Salomão o Livro dos Provérbios e o Cântico dos Cânticos.

Os Profetas

Os Profetas, pensadores religiosos e figuras carismáticas, considerados como dotados do dom divino de revelação, pregaram durante o período da monarquia e até um século após a destruição de Jerusalém (586 A.C.). Às vezes, conselheiros dos reis em assuntos religiosos, éticos e políticos, e às vezes seus críticos, dando a primazia ao relacionamento entre o indivíduo e Deus, os profetas eram guiados pela sua aspiração de justiça e emitiram poderosos comentários sobre a moralidade da vida nacional judaica. Suas revelações estão registradas em livros de prosa e poesia inspiradas, muitos dos quais foram incorporados à Bíblia.
O apelo universal e eterno dos profetas deriva de sua procura por uma consideração fundamental dos valores humanos. Palavras como as de Isaías (1:17): "Aprendei a fazer bem; praticai o que é reto; ajudai o oprimido; fazei justiça ao órfão; pleiteai a causa das viúvas" continuam a alimentar a aspiração da humanidade pela justiça social.

A Monarquia Dividida

O final do reino de Salomão foi marcado por descontentamento das camadas mais pobres da população, que tinham de pagar pesados impostos para financiar seus planos ambiciosos. Além disso, o tratamento preferencial dispensado à sua própria tribo exasperava as outras, e conseqüentemente crescia o antagonismo entre a monarquia e os separatistas tribais. Após a morte de Salomão (930 A.C.) uma insurreição aberta provocou a cisão das tribos do norte e a divisão do país em dois reinos: o reino setentrional de Israel, formado pelas dez tribos do norte, e o reino meridional de Judá, no território das tribos de Judá e Benjamim. O Reino de Israel, com sua capital Samaria, durou mais de 200 anos, e teve 19 reis; o Reino de Judá sobreviveu 350 anos, com sua capital, Jerusalém, e teve o mesmo número de reis, todos da linhagem de David. Com a expansão dos impérios assírio e babilônio, tanto Israel quanto Judá, mais tarde, acabaram caindo sob domínio estrangeiro. O Reino de Israel foi destruído pelos assírios (722 A.C.) e seu povo foi exilado e esquecido. Uns cem anos depois, a Babilônia conquistou o Reino de Judá, exilando a maioria de seus habitantes e destruindo Jerusalém e o Templo (586 A.C.)

O Primeiro exílio

A conquista babilônica foi o fim do primeiro estado judaico (período do Primeiro Templo), mas não rompeu a ligação do povo judeu com sua terra. Às margens dos rios da Babilônia, os judeus assumiram o compromisso de lembrar para sempre sua pátria: "Se eu me esquecer de ti, ó Jerusalém, esqueça-se a minha destra da sua destreza. Apegue-se-me a língua ao paladar, se me não lembrar de ti, se não preferir Jerusalém à minha maior alegria." (Salmos 137:5-6).
O exílio na Babilônia, que se seguiu à destruição do Primeiro Templo, marcou o início da Diáspora judaica. Lá, o judaísmo começou a desenvolver um sistema e um modo de vida religioso fora de sua terra, para assegurar a sobrevivência nacional e a identidade espiritual do povo, concedendo-lhe a vitalidade necessária para preservar seu futuro como uma nação.

 

Fonte : http://www.israel3.com

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